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European |
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País: Alemanha Escolhido por: Dr Emer O'Sullivan: Institut fùr Jugendbuchforschung, Johann Wolfgang Goethe-Universität Frankfurt, Grüneburgplatz 1, 60323 Frankfurt, Germany |
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Razão
da escolha: Reconto:
Tradução: 2. Uma manhã, Raul não contou as ovelhas. Em vez disso viu-se ao espelho. Pareço uma ovelha, pensou e ficou aborrecido porque era vaidoso. Contou o seu dinheiro, foi à estação e apanhou um comboio para a cidade. 3. Depressa encontrou um pequeno apartamento no 4º andar de um prédio na cidade. Pendurou a roupa lavada na varanda. Os vizinhos ao saírem de casa pensaram que bem que aqui cheira hoje'. E começaram a sonhar com prados verdes e nuvens brancas. No dia seguinte Raul foi às compras num grande armazém. Experimentou imensos fatos. Quando se viu ao espelho, disse Sim senhor, agora sou um cavalheiro elegante. Comprou o fato mais bonito, dobrou as suas roupas velhas num fardo e atirou-as para o caixote do lixo. 4. Depois Raul dirigiu-se a um bar elegante. - De repente cheira aqui tão bem, - repararam as pessoas surpreendidas e imaginaram grandes prados. Uma mulher dirigiu-se à mesa de Raul e sentou-se. - Posso apresentar-me? Chamo-me Bárbara. - Raul corou. Em seguida apresentou-se. Foram ficando a conversar até tarde. - Gostarias de jantar comigo amanhã à noite? - Perguntou Raul a Bárbara. Barbara acenou que sim e despediu-se [[Apertou-lhe literalmente a mão, um gesto comum entre amigos que se encontram ou despedem na Alemanha]]. Então até amanhã. 5. Raul sentou-se num banco do metro. Em frente dele estava sentado um homem com um poodle. O cão cheirou as calças de Raul e começou a sonhar com ovelhas e prados de ervas. O comboio parou. Entrou uma ovelha que se dirigiu a Raul. As pessoas olharam-na espantada. O poodle começou a puxar a trela. Na paragem seguinte, entraram três ovelhas que se dirigiram a Raul. O poodle ladrou. O comboio voltou a parar. Raul saiu apressado. As quatro ovelhas seguiram atrás dele. 6. Quando chegaram ao apartamento já havia catorze ovelhas. Raul estava demasiado cansado para se zangar e foi-se deitar. As catorze ovelhas também. 7. Na manhã seguinte Raul lavou-se. Preciso de cortar o cabelo, pensou. Fechou as ovelhas no apartamento e foi procurar um barbeiro. 8. Quando entrou, o barbeiro perguntou-lhe: O que deseja? - Quero um corte elegante, respondeu Raul. - Um corte curto nesse caso, - disse o barbeiro. E estas ovelhas são suas? Nós não tosquiamos ovelhas. As ovelhas olharam pela janela enquanto Raul era rapado. Pagou o seu corte de cabelo e dirigiu-se a um grande armazém para comprar qualquer coisa para o jantar. As ovelhas tinham fome. Roeram a manga de uma camisa, uma comeu pepinos frescos e cinco experimentaram guloseimas. 9. Quando Raul voltou ao apartamento contou vinte e três ovelhas. Vocês têm que sair daqui, gritou. - Mé, mé, méee responderam as ovelhas. Alguém tocou à porta. Ai valha-me Deus. Deve ser a Barbara! Enfiou à pressa com as ovelhas dentro dos móveis e abriu a porta. Polícia. Boa noite. O senhor tem ovelhas escondidas no seu apartamento? - Mé, mé, ouviu-se de debaixo do sofá, detrás
da televisão e de dentro do armário. 11. A polícia levou as vinte e três ovelhas. E quando chegaram ao posto começaram logo a trabalhar. Elaboraram logo fichas de cadastro para cada ovelha que foram engrossar os ficheiros policiais. Relatório nº 401 89 2 770 14.07.1996 [fotografias da ovelha, esquerda, de frente, direita]. Ovelha nº. 04 não se conhecem mais pormenores. [impressões dos cascos] Indícios: Notas: Os indícios são insuficientes para justificar a
acusação. Assinatura da acusada: Assinatura do oficial em serviço: 13. Quando a campainha soou pela segunda vez, era Barbara. Raul serviu o jantar. Beberam vinho e conversaram até tarde. Barbara cheirou o cabelo dele. Gostava de me deitar contigo num prado verde, disse ela e deitaram-se sobre o sofá de Raul. 14. Mé, mé, ecoou pela escada acima. Silêncio, berraram os vizinhos. As vinte e três ovelhas encontravam-se de novo na sala de estar de Raul. - Estas ovelhas são tuas? perguntou Barbara. 15. Raul levantou-se sem dizer nada e saiu do apartamento, passou pelos vizinhos e caminhou pela rua, passou o grande armazém, o bar elegante, até deixar de ver os edifícios da cidade. Olhou para o céu escuro e em breve conseguia ouvir as ovelhas a pastar erva. Tinham vindo atrás dele. Mas amanhã volto para a Barbara e para a cidade! gritou. 16. Barbara estava sentada no sofá de Raul a fazer festas numa ovelha. Era a ovelha nº. 24 que tinha estado na banheira o dia todo. Estava tão pequenina como uma camisola de lã que encolheu na lavagem. Amanhã vamos procurar o teu pastor, - prometeu Barbara. Adormeceram as duas e sonharam com prados, margaridas e o pastor Raul.Actividades
de sala de aula: i) Como é que o autor usa o fio vermelho para ligar os acontecimentos na história? ii)Prepare uma pequena notícia para o jornal local a descrever a viagem de Raul à cidade. 2. A segunda metáfora brinca com a imagem alemã de não
conseguir cheirar alguém' no sentido de não gostar do cheiro
ou figurativamente de odiar alguém'. O autor usa o contrário
desta expressão. As pessoas, e em especial Barbara, gostam mesmo
do cheiro de Raul, o que quer dizer que gostam dele. 3. Considere as páginas 19 e 20 quando as ovelhas são algemadas pela polícia! i) Considere os detalhes escritos sobre as ovelhas. Consegue perceber
o que significam? Reflexão: O trabalho com metáforas e elementos figurativos do discurso, quer sejam culturalmente específicos ou não, e que são traduzidos por imagens, pode constituir um modo interessante de utilização dos livros dos países diferentes, porque se podem elaborar paralelos linguísticos.
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