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País: Luxemburgo
Línguas: Luxemburguês, alemão, francês
(também editado em luxemburguês, português, inglês)
Título: D'Grissette an D'Choupette um motorrad
, (Grisette e Choupette andam de moto)
Autor: Theis A. & Ries M.
Editor : Joseph Beffort (1995)
ISBN: 2-919870-00-9
Escolhido por : Romain Sahr
Professor de estudos alemães, Institut Supérieur d'Etudes
et de Recherches Pédagogiques, Walferdange, Luxembourg.
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Razão
da escolha:
O livro foi escolhido por reflectir a complexa situação
linguística do Luxemburgo. Em D'Grissette an D'Choupette um
motorrad a história é contada em três línguas
faladas como ‘línguas maternas' nos infantários e nas creches
com crianças muito pequenas: luxemburguês/alemão/francês
ou luxemburguês/francês/português! As três línguas
do livro permitem aos educadores contarem a mesma história. Em
1995 os editores produziram três livros deste tipo que se tornaram
muito populares entre crianças de idades compreendidas entre os
4 e os 7 anos.
Reconto:
Grisette e Choupette, dois ratitos malandros, roubam uma moto
‘proibida'. Primeiro, sentam-se apenas sobre ela e brincam com os interruptores…
depois tornam-se mais ousados e decidem dar uma volta nela pela quinta
de Gustave. Lá vão eles, passam pelos cavalos surpreendidos,
pelo charco dos patos, enlameando tudo à volta, e por fim descem
por uma encosta abaixo até à aldeia. Vão tão
depressa que começam a ficar com medo e não vêem a
raiz de uma árvore à sua frente e… traz! Acabou-se a corrida
e os dois amigos caem em monte no chão. O lavrador Gustave decide
não os castigar e em vez disso trata-lhes das feridas e eles prometem-lhe
que de futuro não usarão nada sem primeiro pedir. Para não
ter surpresas, Gustave mantém-nos debaixo de olho e é ele
quem conduz a moto, obrigando os ratos a ocuparem o lugar desconfortável
de passageiros!
Tradução:
Era uma bela tarde de Verão. Os dois ratos que viviam
na quinta de Gustave estavam aborrecidos. O mais velho chamava-se G risette
e o mais novo, Choupette. Viviam num celeiro junto a uma pilha de lenha
para o Inverno. A única coisa que para eles tinha interesse naquele
domingo ensolarado, era uma velha moto vermelha. Podia levá-los
ao campo até aos seus amigos Ninette, Annette e Laurette. O lavrador
já os tinha frequentemente proibido de tocar na moto. Contudo,
quando viram Gustave partir na sua caleche (pág. 3/4), decidiram
por em prática o plano de testar tão bela máquina.
Sem mais perda de tempo, treparam para a roda maior e puseram-se a observar
o impressionante veículo. Grisette experimentou todos os botões
e, de repente, o motor começou a roncar alto. Assustado, Choupette
escorregou e caiu sobre o pedal, fazendo com que a moto começasse
a andar. Os dois ratos malandros estavam cheios de medo, mas prontos para
tudo. Que maravilha ser transportado por esta maravilhosa máquina
de corridas. Gritavam de alegria. Apesar de tudo, conseguiram chegar ao
pátio da quinta. O cavalo do estábulo ficou admirado e o
cão ladrava furioso da sua casota. As galinhas e os patos que depenicam
tranquilos os seus grãos de milho, só tiveram tempo de fugir.
A moto corria agora a toda a velocidade. Os ratos conduziam tão
velozmente que não conseguiram evitar uma poça de lama e
enlamearam o ganso branco que se passeava. No portão da quinta
ficaram com a cabeça à roda só de ver a inclinação
da encosta que descia até à aldeia. Iam tão depressa,
se calhar depressa demais…tarde demais! A moto arrancou a tal velocidade
que os ratitos mal se conseguiam segurar em cima dela. Nem tiveram tempo
de dizer ‘Olá!' à lebre Pitou, sentada à beira do
caminho a depenicar cenouras. Grissette e Choupette não sabiam
parar a máquina e estavam cheios de medo. A moto raspou na raiz
de uma árvore grande e não conseguiu evitar uma rocha enorme
no caminho. A corrida tinha finalmente acabado! Mas os dois ratos já
não estavam em boa forma. A orelha de Grisette estava torcida e
a cauda de Choupette sangrava. Foi Gustave que os encontrou naquele estado
quando voltava da sua viagem. Ficou muito surpreendido por ver a sua moto
inutilizada no chão, mas compreendeu o que se tinha passado e decidiu,
em vez de se zangar, mostrar alguma compaixão. Levou-os para a
quinta para tratar das feridas. No regresso, os dois ratos pediram desculpa
ao lavrador. Prometeram-lhe que jamais voltariam a tirar fosse o que fosse
sem primeiro pedir autorização. Em casa, Gustave envolveu
a cabeça de Grisette numa ligadura e ligou com força a cauda
de Choupette. Grisette e Choupette tornaram-se os melhores amigos de Gustave
e ele levou-os a visitar os amigos do campo… na sua velha e maravilhosa
moto.
Actividades
de sala de aula:
Ouça o CD em luxemburguês enquanto
observa as ilustrações. A língua assemelha-se a outras
do CD? Debata com as crianças as razões por que tantas línguas
são faladas no Luxemburgo, que é um pequeno país.
(Refira o mapa e aborde as influências francesa e alemã,
bem como a portuguesa, via imigração, e a inglesa.) Quais
as vantagens e desvantagens de se falarem tantas línguas? Encontre
o maior número de versões linguísticas em francês,
alemão, português, espanhol, etc, para dizer ‘olá'
e ‘bom dia' e pendure-os num móbil na sala de aula.
As crianças observam atentamente a primeira página
do livro. A língua que se destaca é o luxemburguês,
língua oficial do país. Haverá palavras semelhantes
ao português? Quais as diferenças e semelhanças entre
as três línguas de escrita? Se quiser, pesquise no dicionário
a etimologia de algumas destas palavras (habitualmente indicadas entre
parênteses rectos).
Se as crianças estiverem a aprender francês,
alemão ou inglês na escola ou em casa, podem escrever mais
uma aventura dos dois ratos, aos quadradinhos, utilizando balões
na língua que estão a aprender.
Reflexão:
Considere a posição política
do Luxemburgo na Europa e como ela afecta a língua e a cultura
do país. Que comparações pode fazer com o seu próprio
país?
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