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European School Education Training course (ESET)
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Razão da escolha - Reconto - Tradução - Actividades - Reflexão

País: Espanha
Língua:  castelhano (Também publicado em francês)
Título:   El guardián del olvido (O Guardião do esquecimento)
Autores:  Gisbert J.M. & Ruano A.
Editor: Ediciones SM (1990)

ISBN: 84 348 3144-9
Escolhido por:  Juan José Lage Fernandez
Professor de Ciências de Educação, Centro de Profesores, Pérez de la Sala 4, 33007 Oviedo, Espanha.

Razão da escolha:
O livro foi escolhido porque combina na perfeição um estilo a partir de dois pontos de vista: o do autor e o do ilustrador, unidos para revelar os contrastes de sombra e luz que permeiam as obras de arte espanholas. O livro cria uma atmosfera de mistério e fantasia que começa na primeira página e progride num crescendo até à felicidade final.

Reconto:
Gabriel perdeu o seu pião e está muito preocupado. Na escola arranja uma amiga muito estranha, Analisa, que nem sempre vai às aulas nem fala com as outras crianças. No mesmo dia em que Gabriel perde o pião, Analisa fala com ele. Ela sabe porque é que ele está preocupado e onde pode encontrar o pião perdido. Leva-o então até uma velha casa habitada por um estranho e elegante homem de aspecto poderoso – o Guardião do Esquecimento. Ele convida as crianças a entrarem na sua enorme casa de salas imensas cheias de coisas perdidas. Gabriel é convidado a visitar um quarto aparentemente reservado para brinquedos perdidos ou esquecidos, onde encontra o seu pião.

Quando Gabriel se vai embora, o Guardião diz-lhe que não deve voltar a não ser por uma questão de grande importância. Contudo, na biblioteca, Gabriel lembra-se que a mãe perdeu um velho relógio de bolso e decide tentar encontrá-lo. O Guardião não fica satisfeito com a visita seguinte, mas introduz Gabriel numa sala cheia de relógios onde ele encontra o relógio da mãe. Esta fica surpreendida e muito positivamente agradada. De novo na biblioteca, Gabriel encontra um pequeno espelho que ele pensa pertencer a Analisa. Visita então o Guardião mais uma vez, porque pensa que ela possa lá estar. Acaba por encontrá-la numa sala cheia de espelhos, onde vê o rosto dela repetido inúmeras vezes. Começa por pensar que ela é prisioneira do Guardião, mas acaba por descobrir que era Analisa que estava perdida e que precisava de alguém que a encontrasse.

Tradução (das páginas 7,9,10 & 11):
Aquele dia não iria ser igual aos outros. Como em outras manhãs, Gabriel caminhou rapidamente para a escola. Mas tinha uma coisa especial na mala: o seu pião chinês. Era feito de metal e decorado com cores brilhantes. Quando rodava, lançava alegres notas musicais para o ar. Gabriel nunca tinha visto nada de semelhante. – Durante o intervalo, vou levá-lo para o recreio -, pensou ao chegar à escola. Analisa apareceu de repente à janela. Era a aluna mais misteriosa da escola. Tinha chegado a meio do período e faltava muito ás aulas. Nenhuma das crianças sabia porquê. Não parecia doente, mas era muito estranha. Quase nunca falava e trazia quase sempre um pequeno espelho na mão.

Quando Gabriel chegou à aula, o coração quase parou de bater. O pião não estava na mala. -Tê-lo-ei perdido na rua? - perguntou-se, infeliz. – Como é que não reparei? – Queria lançar-se a correr para o procurar, mas não podia. As aulas estavam a começar e o professor não ia achar que um brinquedo perdido fosse importante.

Durante o recreio, Gabriel estava muito em baixo e foi quando, inesperadamente, Analisa foi ter com ele. – Perdeste alguma coisa? – perguntou-lhe. O rapaz ficou muito admirado. Era a primeira vez que Analisa falava com ele. E ainda por cima tinha adivinhado o que se passava. – Como sabes? – retorquiu envergonhado. – Pareceu-me. Tens um ar … o que perdeste?

- O meu pião chinês, quando vinha a caminho.

- Queres encontrá-lo? – perguntou Analisa fitando-o. – Claro, mas alguém deve ter ficado com ele.

- Depende de quem foi - disse a rapariga misteriosamente. – Quando a escola acabar, iremos procurá-lo.

- Não há-de valer a pena.

- Veremos, disse, virou-se e afastou-se.                                       

Ao meio dia partiram. A rapariga disse: - Anda, não vamos pelo caminho de tua casa, mas por outro.

- Vamos. – Gabriel começou a caminhar atrás dela, mas estava cheio de dúvidas.

- Será que ela me vai pregar uma partida? – Caminhavam depressa, ao ritmo vivo que ela impunha e logo chegaram a uma área isolada. Um pouco mais tarde Analisa apontou para uma casa ao fundo de uma pequena praça solitária e disse: - Pergunta ali pelo teu pião. Experimenta e verás.     

Actividades de sala de aula:
1. Debata a experiência de perder alguma coisa e

i) a alegria de a reencontarar OU
ii) a infelicidade de saber que ela não será encontrada.

Escreva a amigos/ pais a explicar o que sente OU dramatize a experiência com um colega.

2. Debata a personagem Gabriel na história:

i) onde mora; o clima; a sua aparência geral, etc.
ii) os seus sentimentos de perda; o seu isolamento; a experiência de encontrar uma amiga, etc.

Continue a história de Gabriel e Analisa em quadradinhos OU construa uma história em quadradinhos sobre como ficou amigo de alguém OU escreva um poema sobre uma altura em que se sentia sozinho.  

3. Observe as ilustrações nas páginas 24 e 34.  

i) Consegue encontrar referências a Dáli e Velázquez?
ii) Explore informação sobre estes dois artistas espanhóis.     

Construa um pequeno panfleto convidando pais/ amigos/ professores para uma exposição destes artistas OU experimente pintar ao estilo destes artistas

Reflexão:
Os tons quentes castanhos e laranja das ilustrações de El guardián del olvido reflectem as paisagens espanholas e o clima de Espanha. Quais as cores que reflectem o seu país?                 

NB Pode encontrar mais actividades literárias e linguísticas em Picture Books sans Frontières disponível em tb@trentham-books.co.uk ou www.amazon.co.uk



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ncrcl Outubro 2004