|
Razão da
escolha:
Uma deliciosa história de fantasia que agradará
a todas as crianças europeias que gostam de histórias excitantes
de mistério e de doces!
Reconto:
O fazedor de histórias é tentado pelo mago do açúcar
a experimentar muitas delícias da sua fábrica de doces –
onde é possível comer ‘caramelos' permanentemente. Infelizmente,
à medida que conta a sua história, o fazedor de histórias
começa a fartar-se de doces e a desejar salgados – em particular
batatas fritas. Por fim, com esta ideia na cabeça, apercebe-se
que frequentemente é possível ter demais de uma coisa boa!
Tradução:
Era uma vez um fazedor de histórias que graças
ao seu colete mágico até conseguia voar.
Um dia andava a passear quando começaram a chover doces.
– Eram realmente doces, afirmou o fazedor de histórias, com a boca
a rebentar de caramelos. Porque, como já puderam provavelmente
adivinhar, ele adorava doces. Por isso lá foi ele a voar para investigar
qual a miraculosa nuvem que chovia doces. E o que pensam que ele viu?
Um mago do açúcar no seu foguete super-automático
activado por doces em vez de gasolina. Admirado, sentou-se num nuvem e
pasmou da corrente de doces que flutuava à frente dos seus olhos.
No último momento, mesmo quando o mago do açúcar
desaparecia, decidiu segui-lo. Não tardou muito até chegar
ao castelo do mago do açúcar e, imaginem a surpresa dele,
quando descobriu que o castelo era todinho feito de chocolate. Um castelo
de chocolate, tal e qual os ovos de chocolate da Páscoa. Esqueceu-se
imediatamente do mago do açúcar e de tudo o resto e atirou-se
a um pedaço gigantesco de chocolate. – Nunca mais daqui saio, murmurou
para si próprio. De repente apareceu um guarda no buraco que o
contador de histórias tinha mordido na parede. Embora extremamente
ocupado a lamber um chupa, o guarda ameaçou:
- Páre imediatamente com isso ou ainda acaba com a nossa casa.
O senhor está preso.
- Que belo lugar para ser preso, murmurou o fazedor de histórias,
a boca cheia de chocolate. – Olha só para o guarda. É um
doceiro na vida real.
– Vamos lá a ver o que mais haverá que ver, pensou com os
seus botões à medida que o guarda o conduzia entre enormes
blocos de chocolate ao mago do açúcar.
- Bem-vindo, fazedor de histórias, cumprimentou o
mago do açúcar quando o viu e disse ao guarda que o soltasse
imediatamente e que fosse buscar um bolo enorme. O guarda ficou deliciado
porque estava a pensar numa desculpa para ir buscar outro chupa, pois
tinha acabado o que estava a comer.
- Vejo que és guloso, fazedor de histórias. Estou
certo que te sentirás feliz aqui. Queres que te mostre o castelo?
- Sim, se fizer favor, disse o fazedor de histórias com o bigode
a tremer de prazer. Primeiro, o mago do açúcar levou-o à
casa do forno onde estavam a amassar a massa para todos os bolos e donuts.
Depois mostrou-lhe um enorme caldeirão
– È aqui que se fazem os caramelos, disse o mago do açúcar.
O fazedor de histórias acenou sem dizer palavra porque estava em
estado de ‘choc' com tantos doces.
- E aqui é onde os doceiros, os boleiros e os artífices
de gelados moram, disse o mago do açúcar apontando uma fila
de pequenas casas no sopé de uma montanha feita de – adivinhem
lá de quê? De natas batidas. Passearam-se pelo jardim.
– E estas árvores são de ..., mas antes que o mago do açúcar
tivesse acabado a frase, já o fazedor de histórias a completava
– Rebuçados, disse ele triunfante, porque acabara de experimentar
um. Imaginem, até os coelhos, os patos e os pássaaros do
jardim eram feitos de massapão. E no momento em que se preparava
para visitar o lago de doce de laranja, as fontes de xarope e as caves
onde estavam guardadas todas as compotas e geleias, tocou uma campainha
a anunciar que era hora de jantar. Chegados à sala de jantar e
no momento em que se sentavam para tomar uma bebida, o mago do açúcar
perguntou ao fazedor de histórias qual a coisa do mundo que ele
mais desejava comer.
- Batatas fritas, disse o fazedor de histórias atrevidamente.
A mesa quase que se virava de choque.
- Deus do céu, não posso crer no que ouço, disse
o mago. Estava tão admirado que entornou o seu copo de sumo de
amora, que fez uma enorme nódoa cor de púrpura na toalha
da mesa. Explicou então que não havia sal em parte alguma
do castelo. Como poderia fazer batas fritas sem sal?
– De resto, não há batatas, acrescentou em seguida.
–Nem esparguete (não fosse o fazedor de histórias lembrar-se
de pedir esparguete a seguir)
– Tenho imensa pena, mas só temos doces. Assim, naquela noite,
o fazedor de histórias não pregou olho de tão faminto
que estava. Na manhã seguinte pôs-se a caminho de casa. Tinha
que ir a pé porque o enorme saco de guloseimas que transportava
era demasiado pesado e não lhe permitia voar. Mas não fazia
mal porque quando chegou a casa à tardinha, a avó (porque
o fazedor de histórias também tinha uma avó) preparou-lhe
uma sopa deliciosa. Era tarde demais para batatas fritas. Essas comê-las-ia
amanhã.
Boa Noite.
Actividades
de sala de aula:
1. É possível ter ‘demais de uma coisa boa'. Leve as crianças
a produzir o maior número de palavras descritivas para descreverem
o que sentem quando têm ‘demais' de uma coisa. Poderiam em seguida
conceber posters de ‘aviso' para os amigos.
2. O fazedor de histórias menciona que o castelo de chocolate
era como ‘os ovos de chocolate da Páscoa' (p. 17). Debata com as
crianças o que se faz na Páscoa e porquê. Será
uma data festejada em todos os países? Na Grécia dá-se-lhe
muita importância. Grupos diferentes poderiam investigar os costumes
da Páscoa em diferentes países e criar um panfleto sobre
casa país.
3. Centre-se na escrita do livro e debata as diferenças da nossa
escrita. Haverá palavras que se podem entender quando se ouve simultaneamente
o CD? Como se diz ‘doces' em grego, por exemplo? É possível
que as crianças queiram inventar as suas próprias histórias
sobre o fazedor de histórias, utilizando algumas das palavras gregas
que encontram nos balões de fala.
Reflexão:
Sublinhe o papel de mitos e lendas gregas em histórias
contemporâneas.
NB Pode encontrar mais actividades literárias
e linguísticas em Picture Books sans Frontières disponível
em tb@trentham-books.co.uk
ou www.amazon.co.uk
|