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Razão da escolha - Reconto - Tradução - Actividades - Reflexão

País: Irlanda do Norte
Língua: Inglês
Título:   War and Peas
Autor: Foreman M.
Editor: Picture Puffin (1978)
ISBN: 0-14-050243-2
Escolhido por: Stuart Marriott
Professor universitáro, University of Ulster at Colleraine, County Londonderry, BT52 1SA, Northern Ireland.

Razão da escolha:
Esta é uma maravilhosa fábula moral sobre a relação entre países ricos e um país pobre, da autoria de um dos mestres do livro ilustrado do mundo anglófono. O livro foi seleccionado por permitir a crianças jovens compreender   ideias complexas e difíceis sobre as relações entre estados.                                             

Reconto:
O magrinho Rei Leão dirige-se ao seu povo para falar sobre a fome que se abateu sobre o país. Propõe que procurem ajuda no país vizinho. Logo que o Rei Leão e o seu Ministro da Comida se aproximam da cidade vizinha, são presos por guardas e levados à presença do Rei Gordo. Este trata-os como ladrões e quer prendê-los. Felizmente conseguem escapar, mas são perseguidos pelo exército do Rei Gordo, só que o exército não está em forma para lutar. O Rei Leão manda uma mensagem aos seus animais para atacarem… e os pássaros bombardeiam sementes. Começa então a chover e consequentemente os camiões do exército do Rei Gordo ficam atolados na lama… e lavram a terra… de tal modo que as sementes podem germinar. Por fim, o Rei Leão apercebe-se que o Rei Gordo o ajudou mais do que pensava… e acaba por perguntar candidamente ‘qual a receita para a paz?'

Tradução

1.O rei Leão olhou em redor do seu país, entristecido. Há muito que não chovia e a terra estava dura e seca. Nada crescia e não havia mais nada para comer.

Os pássaros tinham voado para longe para arranjar sementes e os animais maiores tinham-se esforçado em vão a cavar a terra para a cultivar.

2.Num país vizinho havia comida com fartura.

O Rei Leão disse então à sua gente que teria de pedir ajuda ao vizinho rico.

3.Lá partiu, levando consigo o Ministro da Comida que trabalhava numa mercearia. Foi uma longa viagem e o Leão foi contando histórias ao jovem Merceeiro sobre o tempo em que o país deles se estendia por todo o mundo e os animais pastavam por entre florestas e espaçosas pradarias.

Por fim avistaram ao longe as colinas do reino vizinho.

4. Quando se aproximaram da cidade ficaram deveras impressionados pela abundância de tudo.

•  Com certeza que têm mais do que precisam! - Exclamou o Merceeiro cheio de esperança.

5.De repente o Leão e o Merceeiro foram aprisionados por guardas e levados até à praça principal.

6. E aí, rodeado de todos os seus corpulentos cortesãos, encontrava-se o mais gordo dos reis que alguma vez tinham visto. – O que significa isto de animais invadirem o meu país? - Rugiu o Rei Gordo.

•  Majestade, eu também sou rei, - começou o Leão.

•  Até parece! - guinchou o Rei Gordo. – Tu és magro demais para ser rei. Ponham nos atrás de grades!

7.- Só viemos pedir alguma comida que pudessem ter a mais, - disse nervoso o Merceeiro. – O nosso povo está a morrer de fome.

•  Ah, vocês são pedintes, não são? - Gritou o Rei Gordo. – Por que razão nos haveríamos de incomodar a enviar-vos comida? Era maçada a mais.

•  Nós mesmos a poderíamos vir buscar, - disse o Leão.

•  LADRÕES! - rugiu o Rei Gordo. – Prendam-nos! Ump! Já me causaram uma indigestão.

8. O Leão e o Merceeiro lá se conseguiram soltar. Saltaram para as suas bicicletas e pedalaram com toda a força em direcção ao seu país. Atrás deles vinha todo o gordo exército.

9. Mas os soldados eram gordos demais . Os homens dos tanques eram tão grandes que os condutores não tinham espaço para manobrar o veículo. Os pneus dos camiões rebentavam sob o peso dos soldados e os camiões rodavam sobre as jantes das rodas.

E a cavalaria não servia para nada.

10.O gordo exército arrastou-se atrás do Leão e do Merceeiro, seguindo o Rei Gordo e os camiões cheios de mantimentos para os soldados gordos.

11.Avançavam tão devagar que o Leão e o Merceeiro tiveram imenso tempo para soar o sinal de alarme. Quando o Rei Gordo, o seu exército e os seus camiões com mantimentos chegaram, os animais estavam preparados para os receber.

12. Antes que os soldados os pudessem impedir, os animais tinham saltado para os camiões de mantimentos. O exército gordo foi bombardeado de todos os lados.

13.Depois regressaram os pássaros com centenas de sementes.

14.Começou a chover.

15.A terra transformou-se em lama e os soldados depressa atolaram.

•  Já chega! Já aguentámos o que podíamos! – gritou o Rei Gordo. – Ajuda!

•  Ajuda-te a ti mesmo, -   disse o Leão, enquanto uma tarte de morangos com natas voava pelos ares em direcção ao Rei Gordo. – Deste-te a grandes trabalhos para abastecer o teu exército, mas nem uma palha mexeste para ajudar um país com fome.

16.O Leão olhou então para o Rei Gordo vencido e sorriu.

•  Mas, apesar de tudo, sempre nos ajudaste , - disse ele. – Olha só para estes campos. Os camiões do teu exército abriram sulcos na nossa terra e agora as sementes vão germinar. Haverá fartura para toda a gente!

17- Ump! - Disse o Rei Gordo.

•  Paz, - disse o Leão.

•  Não, não, não, - gemeu o Rei Gordo – não quero saber disso.

•  Paz, - repetiu o Leão.

Nunca ouvi falar, - disse o Rei Gordo. – Qual é a receita?

Actividades de sala de aula:
1.  Pesquise sobre quanta da nossa comida é produzida por países pobres (por exemplo, consultando as etiquetas dos produtos). Com a ajuda de um mapa-mundo, demonstre como o que comemos vem de todo o mundo, mas sobretudo de países pequenos e pobres.

2. Descubra quanto do preço da comida é pago ao produtor. Por exemplo, no caso das bananas, é só 1 ou 2 por cento. As agências de desenvolvimento do terceiro mundo podem fornecer informação sobre estes tópicos e por vezes também vendem produtos (café) que pagam ao produtor um preço justo.

3. No final da história, o Rei Gordo pergunta qual é a receita para a paz. Qual será? Quais são os ingredientes? Como têm de ser preparados? As crianças poderiam escrever uma história sob a forma de receita na qual explorariam este tema.           

Reflexão: Considere modos de resolução ou diminuição de conflitos.


NB Pode encontrar mais actividades literárias e linguísticas em tb@trentham-books.co.uk ou www.amazon.co.uk


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ncrcl Outubro 2004